A história da sua vida era triste,
muito triste, cinzenta, muito cinzenta, precisava escrevê-la com cores mais
vivas, mais alegres, decidiu, sério, muito sério. Começou de imediato e logo percebeu que sempre
fora um homem triste, muito triste, e que a tristeza da sua vida era um simples
reflexo da tristeza que sempre sentira em si. Ficou ainda mais triste, muito mais triste,
desesperado, e quis desesperadamente mudar a sua história, e tão desesperado se
viu que começou a rir de si mesmo pela primeira vez na sua vida. Riu tanto
que chorou de tanto rir, um choro belo e vibrante como um arco-íris. Então sentiu-se
quase feliz e escreveu em si mesmo a história do homem que se ria da tristeza,
um homem que às vezes se sentia triste, muito triste, mas que nunca deixava de
acreditar na felicidade: uma história triste com um choro feliz.
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